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Perseguição

  • silvanamouralivros7
  • 26 de mar. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 7 de out. de 2025

Descemos do carro com arma preparada para o confronto.


-Droga! Não conseguimos chegar a tempo. Que estrago! O reforço já deve estar a caminho. Vamos explorar o local.


Caminhamos em direção a van. O lado do carona está completamente danificado. A sala já não existe mais. Estamos no meio da noite e as luzes das casa estão apagadas. Todos estavam dormindo. Aos poucos vemos uma meia luz acompanhada da abertura tímida de algumas cortinas pela vizinhança. Ninguém se atreve a pôr os pés na rua.


Pego a lanterna para tentar visualizar o cenário há uma distância segura. Acredito que não há ninguém na casa. Pelo menos é o que espero. Quais seriam as chances de toda uma família estar exatamente na sala na hora do acidente? Caminhamos prudentemente em direção ao carro. Havia um bloco de concreto pressionando a frente do veículo. Daquela distância, só conseguia ver um braço ensanguentado em meio aos escombros. Rodeamos a parte traseira da van. Abrimos a porta e lá estava o refém amordaçado. Suas mãos e pés estavam amarrados. Com o impacto, foi lançado contra o chão. Havia muito sangue. Não movi o corpo por razões óbvias. Não era trabalho para mim. Ele estava desacordado, então chequei o pulso. Não senti nada. Ouvi um barulho vindo da parte da frente do carro.


-Parado!


O motorista ainda atordoado, corre. Aponto a arma na direção do sequestrador. Preparo o gatilho, mas não consigo atirar. Sem pensar, corro atrás dele.


-Patrícia, cuidado! Meu parceiro grita.

Avanço sem dar ouvidos. Viro a direita, passo pela piscina e cruzo a porta que nos separa do outro terreno. Um cachorro aparece repentinamente e começa a latir. Droga! Perdi o desgraçado de vista, penso. Vejo que a porta da casa está entreaberta. Ele tem que ter entrado ali. Acabou de sofrer um acidente. Não pode ter ido tão longe. Entro na cozinha com a arma preparada. Desta vez não vou hesitar. Não posso deixar que ele escape. Passo pela cozinha. Faço uma varredura de 180 graus no cenário adiante. Abro a porta que está a minha direita. Nada. O próximo passo é ir para a sala, mas um barulho acima chama a minha atenção. Subo a escada que está a minha esquerda. Depois do segundo lance, vejo um corredor. Direita ou …?


-Por favor não atire! Leve o que você quiser.


Uma mulher aparece segurando um bastão. Ela está trêmula. Mal tem forças para mantê-lo. O dedo já estava no gatilho. Se não fosse o meu autocontrole, a teria matado.


-Calma senhora, estou aqui para te proteger. Volte para o quarto e tranque a porta.


Viro para a escada, mas já não há tempo. Coloco a mão na perna. Sinto uma dor incontrolável. Parece que estou queimando por dentro. Vejo o sangue escorrer. O segundo tiro pega no meu braço e o terceiro, no peito. Não me dei conta de que não havia postou o colete. Esse é um procedimento banal. Como deixei passar? A visão começa a ficar turva. Vejo o meu parceiro subindo a escada. Um tiro certeiro e o sequestrador cai no chão. A tela fica escura.


Game over.




Olá! Eu sou a Silvana Moura. Se quiser conhecer mais sobre o meu trabalho dê uma olhada no insta @MeuLivroMeDisseQue e no meu YouTube.


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