O Observador
- silvanamouralivros7
- 23 de abr. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de out. de 2025
Acordei hoje com o pensamento aguçado e voltado para o meu tema preferido: a vida. Nessa dinâmica tão complexa, pela minha perspectiva, me sento na cadeira, pego a minha pipoca e assisto o “milagre da existência” de desdobrar.
Às vezes me surpreendo com as histórias alheias, às vezes me permito fazer parte das pequenas loucuras. Em grande parte dos momentos me sinto como aquele que preferiu se dispor há alguns quilômetros do experimento. Uma pequena medida preventiva que tomei contra desastres.
Faz alguns meses que tenho me permitido viver a experiência de morar em um hostal. Isso significa abrir mão da privacidade de uma casa. Também significa começar a ter um relacionamento pessoal e profissional com pessoas cuja existência era completamente desconhecida por mim. Querendo ou não, a vida fica mais intensa quando se toma essa decisão. Afinal de contas, o mundo é um lugar completamente desconhecido e nem tudo está dentro da nossa teia de controle.
Essa constatação pode ser negativa e parecer angustiante para os mais regrados. Entretanto, podemos ampliar nossa perspectiva. A verdade é que este emaranhado de informações me parece instigante. Não é todo dia que se descobre que você pode estar tomando um café da manhã com um doente terminal de câncer, por exemplo. Nunca havia visto tantas pessoas entrando e saindo da minha vida com tanta facilidade e rapidez. Até mesmo eu consigo fazer a minha mudança em menos de uma hora. A minha vida está em uma mochila.

No meio desse emaranhado de informações, penso nas contradições em que a vida nos coloca. Quando bem novos, criamos expectativas sobre o futuro. Parece que há uma relação simples de ação e consequência. Crescemos tomando a geração anterior como uma referência. O desenvolvimento da vida deles parecia linear e prático. Simples, não? Assim construí a tola expectativa de que meus projetos para o futuro se desdobrariam com a mesma facilidade que o modelo anterior. Eu achava que saberia o que fazer quando chegasse lá.
E cá estou eu, cinco anos depois de ter escrito este texto, me lembrando do momento em que o escrevi. Cheia de histórias e expectativas. Não só observei o milagre da vida, mas fiz parte dela intensamente. Mas isso são apenas reflexões…
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